terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fotógrafo é impedido de fotografar em área externa de museu

Foto: Prefeitura de Belo Horizonte / Reprodução
Inaugurado em 1943, o Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte - cujo conjunto arquitetônico compreende casarão secular construído em 1883, sede da antiga Fazenda do Leitão - segundo consta no site da prefeitura, tem como finalidade "tornar público o acesso aos bens culturais preservados, fomentando a participação dos cidadãos na construção da memória e do conhecimento sobre a cidade". 

Esse principio, no entanto, foi colocado em questão no ultimo sábado (21), quando o fotógrafo Fernando Reis, foi impedido por seguranças da instituição de realizar um book de gestante, nas áreas externas do museu, onde são abrigados exemplares históricos do bonde elétrico e da locomotiva a vapor, que já foram utilizados na capital mineira. 

"Ao chegar com o equipamento, o segurança disse que precisava pegar autorização. Ao me dirigir a secretaria, fui informado da taxa" - relatou Reis.

A Associação dos Amigos do Museu Histórico Abílio Barreto – AAMHAB, "uma entidade civil, sem fins lucrativos, que tem por objetivo proporcionar a participação da comunidade nas atividades do Museu", tem cobrado desde o início do mês de Janeiro, uma taxa de R$100,00 para autorizar a fotografia nas áreas externas do museu, sejam elas para fins pessoais ou comerciais.

Segundo Roger Vieira, responsável pela administração da área externa da instituição, as taxas são utilizadas para manutenção e ações que beneficiam o museu.

Antigo bonde em exposição da área externa do museu (Foto: Angelo Avila / Agência Geraes)


Um dos pontos turísticos de Belo Horizonte, há muitos anos o museu serve de cenário para ensaios fotográficos de profissionais e amantes da fotografia. Qual a sua opinião a respeito dessa limitação ao espaço público? Deixe seu comentário.

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11 comentários:

  1. Acho que esse tipo de cobrança só existe por conta de nossa falta de informação a respeito dos nossos direitos (ver Constituição, artigo 5º, parágrafos II e IX).

    Contudo, acho que teria sido de bom tom o fotógrafo ter entrado em contato com a administração do museu para conversar sobre a melhor maneira de realizar seu trabalho com tranquilidade. Afinal, não se entra na casa de alguém sem pedir licensa. Além disso, é do interesse do fotógrafo e do administração a preservação do MHAB.



    CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

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  2. Se isso virar moda, além dos equipamentos que são caros, pagar por cada visita em museu ou qualquer outro lugar, vamos a falência!!!!!!!!!! Cobrar a entrada para visitar é uma coisa, mas 100!!!!!!! para fotografar?

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  3. Isso é um absurdo ! Tem que juntar um monte de pessoas com câmeras e fazer um Fotografaço ! Um protesto pela liberdade de expressão, fotografando.
    Em Paranapiacaba - SP também houve uma tentativa de cerceamento a atividade, e fizemos isso; deu resultado !

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  4. Estou tentando esse manifesto nos grupos de fotografia no qual faço parte em BH. Não é a questão da cobrança de entrada pois o local é um espaço publico na área externa ao museu. Saiu uma nota no Diário Oficial do Municipio sobre essa taxa e lá consta R$ 44,00 para fotografia. Além desta taxa absurda ainda estão arrendondando para cima!

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  5. Tivemos uma situação semelhante em Petrópolis, no Palácio Quitandinha. Nos mobilizamos e vamos fazer uma Manifestação - Flash Mob, nesse sábado. Articulamos tudo pelo facebook.

    https://www.facebook.com/events/107661749356994/

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  6. É a lei o vamos aproveitar. O museu é do povo e o povo tem todo dereito de usufrui-lo e fotografar nele. Acho um abuso e um absurdo.

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  7. Se o museu é publico - Governo ou Prefeitura,esse valor é alto demais, porém acho justo cobrar. Se o fotografo esta ganhando para fazer o ensaio pq o museu tb nao pode ganhar? A maioria dos museus cobra ingresso, entao pq nao cobrar um ingresso no valor normal para o fotografo e demais pessoas?

    Entao mais uma vez, acho justo a cobrança porém injusto o valor de 100 reais ja que é publico.

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  8. Tb sou a favor do Fotografaço... quero ver o segurança impedir 50, 100 fotógrafos de uma vez...

    Léo, cobrar para fotografar de dentro é uma coisa, mas na área eterna é demais né ? Ainda mais esse valor absurdo...

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  9. Essa "moda" já chegou aqui em Belém-Pá, uma das poucas vistas para o rio é a Estação das Docas, local público, com bares e restaurantes, foi cobrado de um famoso estúdio local R$ 1.000,00 para a realização de um ensaio... Isso é Brasil, fala em aceleração no turismo, e dificulta a divulgação de imagens bem produzidas.

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  10. Absurdo.
    Cobrar uma taxa para que o fotógrafo tirasse fotos na área externa? Não seria um espaço público?
    A desculpa que esse valor é para manter o museu não convence. O valor é alto demais.
    Já fui para várias capitais e visitei locais que cobravam taxas para manter a conservação, mas não passava de R$ 40,00....

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  11. Viu a materiazinha sobre um protesto que o Armando Vernaglia Jr. fez no Facebook contra quem pede autorização para fotografia em espaço público, mesmo tendo leis federais permitindo, na última Digital Photographer Brasil? Se não, dá uma olhada! ;)

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