segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fotógrafos em Ouro Preto 2013

Segunda edição do evento conta com a participação de nomes como Frans Krajcberg, Miguel Rio Branco e Pedro David. Oficinas, leituras de portfólios, debates diversos e exposições transformam o espaço urbano histórico durante os dias do festival

Eduardo Tropia (Divulgação)
O festival Fotógrafos em Ouro Preto que acontece entre de 1 a 4 de agosto, dedicado às artes visuais é um encontro de gerações de fotógrafos, linguagens e culturas. A segunda edição do festival é resultado do sucesso obtido no ano anterior. Durante o encontro, Ouro Preto se transforma. A cidade recebe profissionais – e também iniciantes – em oficinas, palestras, exposições, instalações, leituras de portfólios e roteiros que exploram a fotografia como forma de sensibilização do olhar para perceber as mudanças espaciais.

Em meio a efemeridade da era da fotografia digital, o Fotógrafos em Ouro Preto promove uma reflexão em torno da memória social. “Com base nesses conceitos é que montamos a programação. A ideia é abordar as possibilidades estéticas da imagem como instrumento de registro do nosso tempo, estimulando a técnica, a imaginação e os sentidos”, explica Lucas de Godoy, um dos coordenadores do evento.

Em 2013, o evento homenageia o escultor, pintor, gravador, fotógrafo Frans Krajcberg. Nascido na Polônia, Krajcberg chegou ao Brasil em 1948, depois de perder toda a família em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Brasileiro naturalizado, viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. A pesquisa e utilização de elementos da natureza, em especial da floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente, marcam toda sua obra. (Fonte: Enciclopédia de Artes Visuais do Itaú Cultural).

Uma das participações mais celebradas no Fotógrafos em Ouro Preto 2013 é a do pintor, fotógrafo, diretor de cinema e criador de instalações multimídia Miguel Rio Branco. Filho de diplomatas brasileiros, ele vive no Rio de Janeiro. Rio Branco trabalhou intensamente na Europa e Américas desde o começo de sua carreira, em 1964. Trabalhou como fotógrafo e diretor de filmes experimentais em Nova Iorque de 1970 a 1972.

Dirigiu e fotografou curtas metragens e longas nos próximos nove anos. Paralelamente, perseguindo sua fotografia pessoal, desenvolveu um trabalho documental de forte carga poética. Nos anos 1980, Miguel Rio Branco foi aclamado internacionalmente por seus filmes e fotografias na forma de prêmios, publicações e exposições.

A participação de Miguel Rio Branco no encontro cria uma ponte entre Ouro Preto e o Instituto Inhotim, principal centro de arte contemporânea no Brasil e que tem um pavilhão dedicado a obra do artista. Resultado de um longo processo de colaboração entre Inhotim e Rio Branco, o espaço possui uma apresentação abrangente de sua produção. As obras reunidas mostram imagem fotográfica em diversos suportes, como fotos individuais, polípticos, painéis, filme, instalações audiovisuais e multimídia, oferecendo uma grande colagem multifocal da obra do artista, emoldurada por um arrojado projeto arquitetônico. As obras incluem imagens produzidas nos últimos 30 anos, desde suas séries iniciais, como “Maciel” (1979), realizada no Pelourinho, em Salvador, até suas instalações mais recentes, nas quais sua pesquisa se encontra com o impulso espacial da arte contemporânea.

A nova geração de profissionais também é destaque em Ouro Preto. O fotógrafo Pedro David, um dos nomes mais importantes da cena contemporânea, ministrará o workshop “Fotografia de Busca”. O mineiro acaba de vencer o prêmio Conrado Wessel de Arte, com a série "Sufocamento". Além da oficina, ele traz para o evento a exposição “O Jardim”.

Nas ruas do centro histórico, o projeto Cubocorredor vai transformar o espaço urbano em uma galeria a céu aberto. O trânsito será interrompido e dará lugar a projeções audiovisuais, apresentações musicais e outras intervenções. As agência Nitro e UAIphone marcam presença com atividades que vão surpreender o público do festival e os moradores de Ouro Preto.

Durante os Roteiros Fotográficos, historiadores e fotógrafos profissionais traçam as rotas A Cidade da Serra, Pelas montanhas e cachoeiras de Ouro Preto e Memória Fotográfica, acompanhados pelos participantes do evento nos arredores da antiga Vila Rica. 

Mais informações no site www.fotografosemouropreto.com.br

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