segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fotógrafos relatam desafios da profissão na Amazônia

Na última quarta-feira, 8 de janeiro, quando foi celebrado o Dia do Fotógrafo, o G1 publicou relatos de três profissionais que atuam em Manaus e que relatam a rotina, os desafios e méritos da profissão.

Aos 39 anos, Chico Batata se dedica à fotografia há mais de duas décadas. Mesmo com o tempo de carreira, ele não dá sinais de descanso. "Quando me perguntam qual a minha melhor foto, digo que ainda não a fiz", conta ele, que gosta de usar as redes sociais para expor seu trabalho. "Não tenho um tipo de foto que eu goste mais de fazer. A imagem fala por si própria, não precisa da escrita. Talvez por isso, eu me identifique com a Amazônia. Mostrar o caboclo sofrendo, por exemplo, é um desafio", acrescenta.

Para o amazonense, a atuação em um jornal impresso na capital proporcionou uma vivência que ele não teria de outra forma. "A redação é uma grande lição de vida e fez com que eu me aproximasse das pessoas. Hoje, eu ando o dia todo pela cidade registrando o que está errado", revela Batata, que ainda tem um sonho: "Quero visitar a África e fotografar tudo por lá, é claro", brinca.

A história do fotógrafo José Zamith Filho quase teve outro rumo. Em 1999, ele trabalhava como técnico em informática quando descobriu a fotografia. Depois de algum tempo conciliando as duas atividades, ele decidiu investir nas imagens, que antes eram apenas um hobby. "Em determinado ponto, eu tive que escolher a fotografia, que era onde eu me sentia mais feliz. Nesse trabalho não há um dia comum. Sempre é uma aventura diferente e não tem como cair na rotina", define.

Com trabalhos tão diversos quanto o registro de um casamento e a produção de imagens na Arena da Amazônia, estádio de Manaus para a Copa do Mundo de 2014, Zamith Filho acredita que o maior desafio que enfrenta todos os dias seja a criatividade. "Eu costumo começar com o convencional e depois tentar algo diferente. Isso vem de forma espontânea", explica.

Fã dos trabalhos do brasileiro Sebastião Salgado e do norte-americano Steve McCurry - o autor da famosa imagem da afegã na capa da revista National Geographic -, Zamith Filho tenta aprender com os ídolos. "No Sebastião Salgado, me encanta o quanto ele se envolve no trabalho e o quanto ele precisa estar emocionado e em sintonia com o ambiente. Já o McCurry me impressiona pela composição que faz com as cores", destaca.

Filho de fotógrafo, Mário Oliveira começou cedo na profissão. Aos 16 anos, já dava os primeiros cliques e, aos 18, já acompanhava autoridades em eventos políticos. Essa área, aliás, sempre o encantou. Hoje, aos 40, é um dos fotógrafos da Prefeitura de Manaus. "Trabalhar com política me proporcionou muitos momentos importantes. Tive a oportunidade de conhecer outros estados e até outros países ao lado de autoridades. Já fiz várias fotos marcantes. É muito difícil escolher apenas uma", disse.

Texto de Camila Henriques, retirado do site G1.

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