quarta-feira, 2 de março de 2016

João Farkas exalta Trancoso em imagens para o primeiro memorial do distrito baiano

Fotógrafo apresenta exposição temática e reedição do livro ‘Nativos e Biribandos’ na semana do 5º festival Música em Trancoso

Barreada na casa de Bernarda, 1988, João Farkas

Nesta quinta-feira (3), o fotógrafo João Farkas apresenta a exposição “Trancoso: Espelho da Maravilha”, que ficará em cartaz todo o mês na Casa das Festas, no Quadrado do distrito baiano. Além da mostra gratuita, que seguirá em cartaz durante todo o mês de março, diariamente das 12h às 21h, será realizado o lançamento da segunda edição do livro “Nativos e Biribandos”, com sessão de autógrafos das autoras Fernanda Manga Rosa Nogueira e Cristina Agostinho.

Na ocasião, uma pequena celebração da cultura local com música, cada família retratada no livro – há anos esgotado, receberá seu exemplar autografado. “Os retratos são a peça central deste acervo. Muitas famílias hoje me dizem que as fotos que fiz são as únicas que tem de avós que morreram ou de seus filhos ainda crianças”, explica Farkas.

Em “Trancoso: Espelho da Maravilha”, 27 fotografias impressas sobre alumínio de alta permanência, nas dimensões de 60 x 90 cm, retratam o povo, a paisagem e a vida na vila de Trancoso e arredores entre 1977 e 1993. Este material foi doado para a construção de um Memorial do Povo, da Paisagem e da Cultura de Trancoso, ao lado de outros objetos e manifestações culturais, cujo projeto definitivo está em andamento. A celebração coincide com o período do 5º festival Música em Trancoso, entre os dias 5 e 12 de março, no Teatro L’Occitane.

Nativos e Biribandos

O livro Nativos e Biribandos é ilustrado por mais de 200 fotografias, em sua maioria de João Farkas, além de ilustrações e documentos. A obra é um clássico dentro da tradição da história oral que documenta a vida das famílias que habitavam o vilarejo de Trancoso e o seu contato com os forasteiros que chegaram e se estabeleceram a partir de 1970. “Fotografei Trancoso de 1977 até 1993, registrando incansavelmente a região, para preservar a memória de um lugar muito especial. Foram mais de 15.000 imagens, em sua maioria coloridas, em diapositivo (slides 35 mm). Me tornei uma figura conhecida na vila, e todos sabiam que eu andava para cima e pra baixo com a minha câmera, fotografando roças, festas, pescaria, paisagens e principalmente as pessoas”, explica João Farkas.

“É um documento que mostra toda a vida daquela comunidade idílica, onde se levava uma vida rica e em harmonia com a natureza, antes dos ‘benefícios’ da cultura moderna. Adoram ver como se vendia óleo de cozinha em canequinha, como se consertava rede de pesca no quadrado, como se construíam pontes de madeira e se faziam as famosas barreadas (mutirões para construção de casas)”, complementa o fotógrafo.

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