quinta-feira, 7 de julho de 2016

Seguranças do Metrô Rio agridem fotojornalistas em estação

Momento em que o fotojornalista Matias Maxx é cercado e agredido por seguranças do Metrô Rio (Vice/Reprodução)

Na noite da última terça-feira (5), quatro fotojornalistas foram agredidos por seguranças do Metrô Rio durante tumulto na estação Uruguaiana, na capital fluminense. Os profissionais voltavam da cobertura da manifestação realizada em frente à Assembleia Legislativa do Rio, quando os seguranças reprimiram jovens que tentaram pular as catracas do metrô.

Ao registrarem a ação, os fotojornalistas Matias Maxx da Vice, Roger McNaught da Tribuna da Imprensa Sindical e o freelance Ellan Lustosa, foram cercados e agredidos, mesmo depois de se identificarem como sendo da imprensa. Eles goram estrangulados e em seguida detidos pelos seguranças. Katja Schilirò, também freelance, teve a lente da câmera danificada.

Em reportagem para a Vice, Maxx relata que alguns seguranças deixaram de lado os manifestantes e voltaram sua atenção para as câmeras dos repórteres, tentando impedir que fossem gtavados. "Começaram a tampá-las e golpeá-las, exigindo aos gritos que não os filmássemos", descreve. Mediante a negativa, os seguranças partiram para a agressão.

Correio do Rio/Youtube/Reprodução
"Em minha carreira fotojornalística já vivenciei diversas cenas de brutalidade policial, mas nunca tinha visto algo tão bárbaro e covarde como a violência que os seguranças da concessionária Metrô Rio perpetraram contra jornalistas, manifestantes e passantes que não tinham nada a ver. A medida que os reforços iam chegando os seguranças atacavam com mata-leão um a um dos jornalistas, que não podiam sequer defender-se, pois estávamos mais preocupados em proteger nosso equipamento e, principalmente, as provas de tamanha covardia e agressão." - Matias Maxx

José Cícero da Silva, fotógrafo da Agência Pública, publicou um relato das agressões no Facebook. "Registrei esses momentos da melhor forma possível, apesar de ter sido impedido de fazê-lo pelos seguranças do metrô. Como jornalista, é minha obrigação." No vídeo, é possível ver o momento em que um dos fotógrafos é cercado por seguranças e imobilizado:



A Abraji - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo repudiou as agressões e exigiu que a concessionária e as autoridades competentes identifiquem e punam os responsáveis. "É inaceitável que agentes públicos tentem impedir o exercício da liberdade de expressão e do direito à informação -- especialmente em uma cidade que, daqui a um mês, receberá milhares de jornalistas para cobrir os Jogos Olímpicos."

Desde junho de 2013 a Abraji registra os casos de violações contra jornalistas durante a cobertura de protestos. Entram na lista tanto agressões deliberadas quanto acidentais, protagonizadas por agentes de segurança ou por manifestantes. O total de casos soma 281 com as ocorrências de terça-feira.

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