domingo, 19 de fevereiro de 2017

Fotos raras mostram o lado japonês do ataque à Pearl Harbor

Pilotos que participaram do ataque a Pearl Harbor (Bild Ullstein/Getty Images)

Em 1941, parecia a muitos no Japão que a guerra contra os Estados Unidos seria inevitável. O almirante Isoroku Yamamoto, comandante chefe da Frota Combinada, se opôs à aliança do Japão com a Alemanha e a Itália e à invasão da China. Ele viajou e estudou nos Estados Unidos e compreendia que o império insular do Japão não poderia esperar derrotar os vastos recursos e capacidade industrial dos americanos em uma guerra prolongada.

Apesar de suas reservas, o clima político pró-guerra finalmente forçou Yamamoto a elaborar um plano para atacar os Estados Unidos. Para esse fim, ele concluiu que a única esperança do Japão era esmagar a moral americana com um brutal ataque surpresa na Frota do Pacífico em Pearl Harbor, prejudicando sua força naval e esperançosamente forçando-os a negociar rapidamente. O ataque no entanto, falhou em seus objetivos estratégicos.

Embora fosse um golpe impressionante, os japoneses não conseguiram destruir os depósitos de combustível, docas secas e outras instalações que eram críticas para o esforço de guerra americano. A perda de alguns navios de guerra provou ser menos conseqüente do que o esperado em um conflito cada vez mais travado dos porta-aviões a muitas milhas de distância.

Em vez de obrigar os americanos a se submeterem, o ataque - que veio antes de qualquer declaração oficial de guerra - criou um desejo por vingança e desinteresse nas negociações. Quando Yamamoto, o arquiteto do ataque, soube que a declaração de guerra não tinha sido entregue até depois do ataque, ele teria dito: "Temo que tudo o que fizemos foi acordar um gigante adormecido e enchê-lo com uma terrível determinação".

Veja abaixo uma coletânea de imagens raras que mostram o lado japonês do ataque à Pearl Harbor:

Almirante Isoroku Yamamoto, que planejou o ataque a Pearl Harbor (AP)



















Fonte: Mashable

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1 comentários:

  1. Houve um atraso na entrega da declaração de guerra, pelo que eu soube. A declaração chegou ao governo dos EUA depois de ter começado o ataque.

    E os japoneses só fizeram duas ondas de ataque, quando poderiam ter feito mais. Parece que ficaram surpresos com os resultados acima do esperado. A primeira onda de ataque não teve quase nenhuma resistência, e a segunda muito pouca. Nas outras ondas poderiam ter destruído os reservatórios de combustíveis, e os diques secos. Uma nota cabe aqui, os ataques foram basicamente às instalações e equipamentos militares.

    Os EUA estavam forçando, provocando, o Japão a algum tempo. Alguns queriam uma desculpa para entrar na guerra da Europa, mas a população não queria. Este ataque, que foi maior e mais destrutivo do que os EUA esperavam, serviu de pretexto para entrar na guerra, tal como alguns dos EUA queriam.

    De certa forma, mesmo sem a declaração de guerra, os EUA sabiam que ia acontecer o ataque (devido às provocações). Só não sabiam se seria em Pearl Harbor ou em Midway. Alguns dizem que os EUA deixaram que o ataque tivesse sucesso intencionalmente, não avisando à base da iminência deles, e não preparando as bases para revidar. Como já falei, não acreditavam que seria tão destrutivo.

    Os porta-aviões, que eram alvos importantes, estavam longe da ilha, e se salvaram, o que permitiu que uma boa parte da força de guerra não fosse perdida. A guerra do Pacífico foi uma guerra aeronaval.

    Tem um filme muito importante sobre isto, "Tora! Tora! Tora!".

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