domingo, 1 de outubro de 2017

Fotógrafa registra seu cotidiano na Islândia

A fotógrafa Agnieszka Sosnowska conta que durante um longo período de tempo pensava em fotografias apenas como uma forma de mostrar ao espectador como era o mundo. Porém ao ingressar na faculdade aprendeu que a fotografia poderia contar histórias. Ao estudar fotografia na Massachusetts College of Art, Sosnowska deu início à uma série de autorretratos quando tinha apenas 18 anos que agora abrangem cerca de 25. Esses autorretratos a ajudaram a entender melhor quem era e o que esperava se tornar. A fotógrafa continuou realizando a série de autorretratos, porém agora se encontra em um novo cenário: em 2005 ela se casou com um islandês e mudou para uma fazenda na parte oriental da Islândia.

Na Islândia, a paisagem e o tempo estão mudando infinitamente. Idade e decadência criam um mundo surreal de rituais que podem parecer pouco atraentes ou, em alguns casos, grotescos. Os rituais de agricultura e caça são lentos, deliberados e intensivos em mão-de-obra. Pesca, caça, plantação e coleta são considerados passatempos para muitas pessoas locais. O ritmo da agricultura é lento, ditado pela natureza, economia e pura vontade. A agricultura, para a fotógrafa, pode ser vista como uma manifestação física da determinação de um ser humano. Os esforços de um fazendeiro são incertos e essa escolha de vida lhe parece nobre.

Os efeitos de uma vida transcultural inspiram os personagens que cria. Na Islândia - uma cultura embutida com sagas antigas, mitos de duendes que vivem dentro das rochas e assim por diante - Sosnowska ouve muitas vozes que ganham vida.

"Minhas experiências adultas informaram minha sensibilidade e me permitiram expor o mundo oculto das histórias nutridas em minha mente. Como mulher, interpreto essas histórias culturais de forma primordial e sensual. Para encarnar o que às vezes é comum, às vezes puramente feminino e às vezes sobrenatural é buscar uma maneira de tornar as imagens privadas públicas. Uso uma câmera de visão 4X5 para criar minhas imagens. Por baixo do meu pano escuro, eu componho as bordas de uma história que revela minha inclusão em um lugar. Minhas fotografias são a linguagem que me conecta às verdades profundas dentro de mim. Naquela fração de segundo, quando o obturador de lente clica, a fantasia e a realidade se tornam uma."



Fonte: LensCulture

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