sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

World Press Photo desqualificou 20% dos finalistas

Até 20% das inscrições para o World Press Photo que chegaram à penúltima rodada da competição foram desqualificadas após serem encontrados indícios de manipulação ou problemas no pós-processamento. 

Lars Boering, novo diretor-gerente da World Press Photo (Foto: Marieke van der Velden)


Em 2013, o fotógrafo sueco Paul Hansen, então vencedor do concurso, foi acusado de manipulação. Após uma série de avaliações do arquivo original, a organização constatou que a imagem era legitima e manteve o resultado. No ano seguinte, para evitar outras polêmicas, as regras do concurso foram alteradas. Nos últimos dois anos, passou a ser obrigatório o envio dos arquivos raw, caso a imagem fosse selecionada para as fases finais do concurso.

"Nossas regras do concurso afirmam claramente que o conteúdo da imagem não deve ser alterado", disse Lars Boering, diretor-gerente do World Press Photo em um comunicado. "O júri deste ano ficou muito desapontado ao descobrir como alguns fotógrafos estavam sendo descuidados com o pós-processamento de seus arquivos para o concurso. Quando isso significava uma adição ou subtração de material no conteúdo da imagem, isso leva às imagens a serem rejeitados pelo concurso."

Ele acrescenta: "Parece que alguns fotógrafos não podem resistir à tentação de melhorar esteticamente as suas imagens no pós-processamento, quer através da remoção de pequenos detalhes para 'limpar' uma imagem, ou às vezes por tonificação excessiva que constitui uma alteração significativa para a imagem. Ambos os tipos de retoque claramente comprometem a integridade da imagem. Consequentemente, o júri rejeitou 20% dessas entradas que atingiram a penúltima rodada da competição e, portanto, não foram considerados para prêmiação".

Com informações da Time.

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