segunda-feira, 5 de março de 2018

De imagem a fotografia: dicas profissionais de impressão

Como afirma o prestigiado Sebastião Salgado, o processo fotográfico vai além da captura e do tratamento de imagens. O Resumo Fotográfico vai te dar dicas de impressão para você transformar suas imagens digitais em verdadeiras obras de arte; veja


Todo fotógrafo profissional sabe que para garantir um bom resultado do seu trabalho é muito importante ir além do processo de captura e tratamento. É necessário se certificar de que suas melhores imagens possam ganhar vida e se transformar efetivamente em fotografias. Para o conceituado Sebastião Salgado, a diferença entre fotografia e imagem passa pela questão da impressão. O fotógrafo argumenta que uma imagem só se transforma em fotografia quando se torna um objeto materializado, que pode ser olhado, tocado e guardado. Durante conversa com jornalistas em decorrência do Prêmio Personalidade França- Brasil que recebeu em 2016, chegou a dizer que a fotografia  enquanto algo intrínseco, tocável e físico deve morrer nos próximos 20 ou 30 anos.

Talvez você não concorde com a dura posição de Salgado, mas é fato que cada vez mais esquecemos da importância de trazer as imagens que produzimos para o mundo físico. Para o fotógrafo amador ou profissional, a revelação ou impressão das fotos traz inúmeros aprendizados sobre essa arte. Ao mesmo tempo, nossos clientes ampliam suas possibilidades de interação com a imagem e têm a qualidade do serviço adquirido garantida. Afinal de contas, quem vai acompanhar todo o processo fotográfico, da captura à impressão, é o fotógrafo. Assim, o cliente vai receber o resultado final tal como idealizado pelo artista, nas condições corretas de brilho, contraste e cor, sem sofrer com as intempéries de monitores descalibrados e despreparados para mostrar o arquivo virtual em alta qualidade.

Mas, após o tratamento das fotos, como se preparar para a impressão? O fotógrafo profissional precisa saber de algumas regrinhas básicas sobre o tema antes de enviar para imprimir ou revelar.


Dicas de impressão

1. Pense na resolução da imagem: a resolução ideal para impressão é, normalmente, de 300 dpi;

2. Cuidado com o gerenciamento de cor: já sofreu a decepção de tratar uma imagem perfeita no seu monitor e depois dar de cara com ela impressa com cor, brilho e contraste muito diferente do original? Pois é, é importante pensar nos espaços de cor antes de imprimir as fotos.

Quando o processo de impressão envolver o uso de tinta, o correto é utilizar o espaço de cor conhecido como CMYK, sistema de cores formado pelo ciano, magenta, amarelo e preto. Processos que envolvem luz na revelação pedem o RGB, no qual o vermelho, o verde e o azul se combinam para reproduzir um extenso espectro cromático.

Assim, para impressoras a jato, por exemplo, o recomendável é o CMYK, enquanto minilabs pedem RGB. Por isso, ao enviar suas imagens para seu laboratório de escolha, pergunte em que modo de cor você deve mandá-las.

Outra dica importante é calibrar o monitor no qual você vai tratar as imagens. Para fazer isso, você precisa perguntar ao laboratório que vai cuidar das suas fotos qual é o perfil ICC que você deve utilizar no seu monitor. Depois, é só calibrá-lo você mesmo, com um calibrador de monitor, ou pedir a ajuda de um profissional. Assim, você vai se assegurar de que o que vê na tela do seu monitor é fiel ao resultado impresso.

3. Pense no papel: papel fosco costuma diminuir o contraste da imagem, mas dá um ótimo acabamento para as fotos. Para garantir o contraste que você tinha pensado para o resultado final, vale aumentá-lo um pouquinho antes de mandar para o laboratório.

Já o papel brilhante é indicado para fotos ricas em detalhes, com cores intensas. Há ainda outras opções, como o silk, o metálico, o satin e o pérola.

Com essas dicas, você pode imprimir ou revelar suas fotos tendo mais segurança em relação ao resultado. E você sabe a diferença entre imprimir e revelar?


Imprimir ou revelar? Conheça a diferença de cada processo

Há diversas opções de impressoras fotográficas no mercado, como a impressora a jato, a laser e a de sublimação. A mais popular e barata é a impressora a jato, que aplica tinta no papel através de furinhos no cabeçote de impressão da máquina.   Ela gera fotografias de alta qualidade.  Há no mercado aquelas que, além das quatro cores básicas (ciano, magenta, amarelo e preto), tem cores adicionais que geram um resultado ainda mais satisfatório. Quanto maior o número de pontos por polegadas da impressora, mais nítida e real é a foto. Além de oferecer ótima qualidade, costuma ser mais barata que os outros tipos de impressora.

Já a revelação das fotos é um processo químico que, na fotografia digital, replica o processo tradicional antes feito na foto analógica. "No minilab, a máquina precisa projetar a fotografia no papel e em seguida aplicar o processo químico que vai efetivamente garantir a revelação", afirma Jorge Gervásio, sócio-diretor da Lab ProPhoto, empresa de Belo Horizonte especializada em impressão. Jorge explica as etapas tradicionais do processo químico na revelação:
  1. Aplica-se um líquido revelador que reage com os sais de prata do papel para que a imagem projetada apareça;
  2. O branqueador transforma a prata metálica novamente em sal, mas sem mexer nos corantes;
  3. O fixador dissolve e remove todos os sais de prata do papel;
  4. Depois é aplicado um líquido de enxague e outros produtos de acabamento;
  5. No final do processo, a imagem passa por uma secadora.
Hoje em dia, tanto o método de impressão quanto o de revelação costumam ser bastante seguros em laboratórios profissionais.  Por isso, dá para confiar. O importante é escolher um bom profissional que saiba tirar suas dúvidas e oferecer a você os melhores equipamentos e opções de impressão.

"Tanto a impressão quanto a revelação trazem resultados bastante compatíveis. Hoje em dia qualquer um pode imprimir em casa, mas para você ter uma garantia de que todo  o processo está perfeito e conseguir o melhor da sua imagem, é importante procurar um profissional", afirma Jorge.

Para quem está começando a se enveredar nos caminhos da impressão, é normal ter dúvidas. Mas, como salienta Sebastião Salgado, esse é um passo importante para quem quer fazer fotografia de verdade. Por isso, peça ajuda ao seu laboratório de confiança e mão na massa!

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