sábado, 16 de fevereiro de 2019

Pantera negra é fotografada pela primeira vez em um século


Em janeiro desde ano, o fotógrafo britânico Will Burrard-Lucas, especializado em vida selvagem, registrou imagens raras de um leopardo negro no Quênia. O último registro fotográfico desse felino africano aconteceu há 110 anos, em 1909.

Burrard-Lucas instalou câmeras infravermelhas noturnas sensíveis ao movimento para capturar imagens do felino. Os equipamentos foram posicionados no entorno do Laikipia Wilderness Camp, uma hospedagem turística que organiza safáris. "Eu sou capaz de criar uma espécie de iluminação de estúdio e deixar minhas câmeras instaladas por semanas ou meses", disse ele à Reuters.


Enquanto Will fotografava, pesquisadores do zoológico de San Diego e da queniana Loisaba Conservancy, que estudam leopardos na área, também montaram câmeras de vídeo remotas nas proximidades e confirmaram a existência dos leopardos negros em Laikipia, localidade no Quênia ao norte de Nairóbi. A descoberta foi publicada no African Journal of Ecology.

O animal é mais comumente encontrada com pelo preto no Sudeste Asiático, de clima tropical e úmido. Mas, aparentemente, o melanismo - a causa da coloração escura, uma condição oposta ao albinismo - também pode ocorrer em climas semiáridos como o de Laikipia, de acordo com o artigo. Algumas observações do animal com pelo escuro haviam sido relatadas na África, mas apenas um foi confirmada por um registro fotográfico, na capital da Etiópia, Adis Abeba, em 1909.

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