quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Brasileiro Adolpho Veloso é indicado ao Oscar de Melhor Fotografia

janeiro 22, 2026 | por Resumo Fotográfico



Nesta quinta-feira (22), Adolpho Veloso recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Fotografia por seu trabalho no filme “Sonhos de Trem”, produção da Netflix, dirigida por Clint Bentley. Ele também foi indicado ao ASC Awards, prêmio da American Society of Cinematographers.

Além das duas indicações aos principais prêmios da fotografia no cinema, Veloso já recebeu duas premiações importantes pelo mesmo trabalho. No dia 4 de janeiro, ele venceu o Critics Choice Awards, e no dia 10 de janeiro o prêmio da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles.

Veloso vai disputar a estatueta do Oscar com os diretores de fotografia Claudio Miranda (por “F1), Dan Laustsen (por “Frankenstein”), Łukasz Żal (por “Hamnet”), Michael Bauman (por “Uma Batalha Após a Outra”) e Autumn Durald Arkapaw (por “Pecadores”).

A 98ª cerimônia de entrega dos Academy Awards acontece no dia 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Dicas de fotografia: movimento

janeiro 08, 2026 | por Resumo Fotográfico



À primeira vista, esta imagem intitulada “Telephone cell at St Paul´s cathedrale”, do fotógrafo Marc Barthelemy, parece atemporal — um momento tranquilo da cidade em contraste com a agitação da vida moderna. O que a torna poderosa não são apenas os rastros de luz, mas como o movimento e a quietude são deliberadamente equilibrados dentro do enquadramento.

1. Quietude vs. movimento (a história central)

A cabine telefônica está completamente imóvel, nítida e estável. Todo o resto — os ônibus, carros e luzes — está em movimento. Esse contraste cria tensão visual e conta uma história sobre a cidade: momentos de pausa cercados por movimento constante.

Dica: Ao fotografar rastros de luz, sempre inclua um objeto forte e estático. O movimento precisa de algo sólido para criar contraponto.

2. Forte ponto de referência em primeiro plano

Posicionar a cabine telefônica em primeiro plano oferece ao espectador um ponto de entrada imediato. Seu olhar é atraído por ela primeiro e, em seguida, percorre naturalmente o caminho para trás, seguindo os rastros de luz, até a arquitetura ao fundo.

Dica: Elementos em primeiro plano adicionam profundidade. Procure objetos que possam servir como "âncoras" visuais antes de disparar o obturador.

3. Linhas Guia que Conduzem o Olhar

Os rastros de luz não são aleatórios — eles formam linhas horizontais nítidas que conduzem o olhar do observador pela imagem em direção à catedral. Isso cria fluidez e evita que a imagem pareça caótica.

Dica: Posicione-se de forma que o fluxo de pessoas atravesse a imagem, e não a cruze de maneira desajeitada. A direção importa.

4. Controle de Exposição à Noite

O fotógrafo acertou na exposição: as altas luzes não estão estouradas, as sombras mantêm os detalhes e a cena ainda transmite a sensação de noite. Esse equilíbrio mantém a imagem elegante em vez de agressiva.

Dica: Use um ISO baixo (100–200) e deixe a velocidade do obturador fazer o trabalho pesado. Fotos noturnas recompensam a paciência.

5. Senso de lugar e tempo

A cabine telefônica clássica situa instantaneamente a foto no local e na história, enquanto os rastros de luz sugerem a vida moderna. Essa combinação confere peso emocional à imagem — ela transmite uma sensação nostálgica e, ao mesmo tempo, vibrante. Dica: Incluir pontos de referência ou objetos reconhecíveis ajuda a dar um toque específico às fotos, em vez de torná-las genéricas.

3 erros comuns a evitar

Sem um assunto estável: Rastros de luz sem um ponto de ancoragem sólido geralmente parecem confusos ou sem sentido.

Superexposição das altas luzes: Longas exposições podem facilmente estourar as luzes — verifique o histograma.

Fotografar sem tripé: Mesmo o menor movimento compromete a nitidez. Um tripé é essencial.

Consideração final

Esta foto funciona porque é intencional. Nada parece acidental — a composição, o momento e a exposição servem à mesma ideia: capturar o ritmo de uma cidade sem perder sua essência. Essa é a diferença entre uma foto instantânea e uma fotografia.

Fonte: SnapSchool by Viewbug


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dicas de fotografia: retrato

janeiro 06, 2026 | por Resumo Fotográfico



O retrato intitulado “Angels Face”, da dupla de fotógrafos DDiArte, transmite uma sensação de tranquilidade, intimidade e quase atemporalidade. Ele não se apoia no espetáculo — cativa pela sutileza. Tudo aqui é intencional, desde a paleta de cores suaves até a maneira como o sujeito encara a câmera com calma e confiança.

1. Paleta de cores controlada

Os tons suaves e dessaturados criam uma atmosfera coesa. Nada compete pela atenção — a pele, as penas e o fundo compartilham a mesma gama de cores delicadas, o que confere à imagem um toque refinado e pictórico.

Dica: Ao limitar sua paleta de cores, a emoção se destaca. Experimente remover uma cor dominante na câmera ou na pós-produção para unificar a composição.

2. Textura como ferramenta narrativa

As penas adicionam uma textura delicada que contrasta lindamente com a suavidade da pele. Essa qualidade tátil confere profundidade à foto sem excessos.

Dica: As texturas funcionam melhor quando estão próximas ao sujeito. Entre, simplifique o fundo e deixe os detalhes falarem por si.

3. Luz suave e direcional

A luz envolve o rosto delicadamente, revelando a forma sem sombras duras. Parece natural e esculpido — não forçado.

Dica: Luz lateral ou luz de janela em um ângulo leve cria dimensão, mantendo os retratos calmos e lisonjeiros.

4. Contato visual forte

O olhar do sujeito é firme e direto, criando uma conexão instantânea. Não é necessário fazer expressões dramáticas — os olhos transmitem a emoção.

Dica: Quando os olhos são o foco, mantenha todo o resto discreto. Poses minimalistas geralmente criam os retratos mais impactantes.

5. Espaço negativo para equilíbrio

O espaço aberto ao redor do sujeito dá à imagem espaço para respirar. Evita sobrecarga visual e mantém o foco exatamente onde deve estar.

Dica: Não preencha todos os cantos do quadro. O espaço pode ser tão poderoso quanto o sujeito.

3 erros comuns a evitar

Excesso de penteados: Muitos adereços ou elementos podem desviar a atenção do rosto.

Iluminação dura: Um contraste forte quebraria a suavidade da atmosfera.

Retoque excessivo: A textura faz parte da beleza — não a apague.

Consideração final

Esta foto funciona porque confia na sutileza. Ela prova que retratos impactantes não precisam de cores vibrantes ou gestos dramáticos — precisam de intenção, luz e clareza emocional. Quando tudo serve ao sujeito, a imagem transmite autenticidade e se torna memorável.

Fonte: SnapSchool by Viewbug

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Portfólio em Resumo: Léo Tafuri

dezembro 16, 2025 | por Resumo Fotográfico

Arco da promessa

Formado em cinema, Léo Tafuri mora em Belo Horizonte/MG, onde trabalha com fotografia e audiovisual desde 1997. Em fotografia tem estudado a simbiose do corpo no ambiente, seja na natureza ou em ambientes urbanos. Utiliza da foto performance, onde coloca o corpo como um sujeito de ligação entre os mundos, criando narrativas improváveis, surrealistas e políticas.

Léo Tafuri foi premiado nas categorias Melhor Documentário e Melhor Vídeo Experimental em festivais brasileiros. Selecionado e premiado em vários festivais de fotografia nacionais e internacionais como por exemplo Paraty em Foco, Festival de Fotografia de Tiradentes, PXE Paris, IPA International Photography Awards, Rotterdan Photo Festival dentre outros.

Ballet

Benza

Borboleta

Cabaret

Horizontes

Pause

Respiro

Sim, senhora

Para conhecer mais sobre o trabalho de Tafuri, acesse seu Instagram.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Portfólio em Resumo: Natália Nunes

dezembro 14, 2025 | por Resumo Fotográfico

A artista Natália Nunes produz em seu corpo de trabalho uma série de pesquisas envolvendo corpo, autoimagem e sexualidade. Por vezes atuando como fotógrafa e outras como modelo ou performer, desenvolvendo em colaboração com outros artistas, trabalhos em vídeos-arte, séries fotográficas e performances.

Casulo

Delicate

Femme

Joia

Soledad

Dolorosa

Sobre a fotógrafa

Natural de Belo Horizonte, Natália Nunes é artista e psicóloga. Produz desde 2006 pesquisas com autorretratos envolvendo corpo, autoimagem e sexualidade da mulher. Também é fotógrafa de paisagens urbanas, retratos e espetáculos de dança e teatro. A partir de 2011, atua como modelo/performer desenvolvendo, em colaboração com outros artistas, trabalhos em vídeos-arte, séries fotográficas e performance pública. É formada em Psicologia pela UFMG (2016). Atualmente segue se dedicando principalmente à sua pesquisa com autorretratos e ao estudo de fotoperformance.

Para conhecer mais sobre seu trabalho, acesse seu Instagram.