terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Portfólio em Resumo: Léo Tafuri

dezembro 16, 2025 | por Resumo Fotográfico

Arco da promessa

Formado em cinema, Léo Tafuri mora em Belo Horizonte/MG, onde trabalha com fotografia e audiovisual desde 1997. Em fotografia tem estudado a simbiose do corpo no ambiente, seja na natureza ou em ambientes urbanos. Utiliza da foto performance, onde coloca o corpo como um sujeito de ligação entre os mundos, criando narrativas improváveis, surrealistas e políticas.

Léo Tafuri foi premiado nas categorias Melhor Documentário e Melhor Vídeo Experimental em festivais brasileiros. Selecionado e premiado em vários festivais de fotografia nacionais e internacionais como por exemplo Paraty em Foco, Festival de Fotografia de Tiradentes, PXE Paris, IPA International Photography Awards, Rotterdan Photo Festival dentre outros.

Ballet

Benza

Borboleta

Cabaret

Horizontes

Pause

Respiro

Sim, senhora

Para conhecer mais sobre o trabalho de Tafuri, acesse seu Instagram.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Portfólio em Resumo: Natália Nunes

dezembro 14, 2025 | por Resumo Fotográfico

A artista Natália Nunes produz em seu corpo de trabalho uma série de pesquisas envolvendo corpo, autoimagem e sexualidade. Por vezes atuando como fotógrafa e outras como modelo ou performer, desenvolvendo em colaboração com outros artistas, trabalhos em vídeos-arte, séries fotográficas e performances.

Casulo

Delicate

Femme

Joia

Soledad

Dolorosa

Sobre a fotógrafa

Natural de Belo Horizonte, Natália Nunes é artista e psicóloga. Produz desde 2006 pesquisas com autorretratos envolvendo corpo, autoimagem e sexualidade da mulher. Também é fotógrafa de paisagens urbanas, retratos e espetáculos de dança e teatro. A partir de 2011, atua como modelo/performer desenvolvendo, em colaboração com outros artistas, trabalhos em vídeos-arte, séries fotográficas e performance pública. É formada em Psicologia pela UFMG (2016). Atualmente segue se dedicando principalmente à sua pesquisa com autorretratos e ao estudo de fotoperformance.

Para conhecer mais sobre seu trabalho, acesse seu Instagram.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

“A Pele da Cachoeira” de Andréia Kris

dezembro 12, 2025 | por Resumo Fotográfico


O ensaio “A Pele da Cachoeira”, da fotógrafa porto-alegrense Andréia Kris, é uma obra que transcende a representação do nu artístico. Realizado em 2003, no Rio de Janeiro, o trabalho em preto e branco estabelece um diálogo íntimo entre o corpo humano e a natureza.
“Entre pedra e água, o corpo reencontra sua origem.
A pele torna-se extensão da rocha, a respiração se mistura ao som líquido que corre.
Não há fronteira entre humano e natureza — apenas o gesto ancestral de pertencer.
A luz desenha silêncios, revela texturas, cria passagens entre sombra e claridade.
Cada gota reflete o instante em que o corpo deixa de ser forma para ser fluxo.
Neste encontro, o nu não é exposição, é essência.
É a paisagem lembrando que tudo o que vive tem superfície, pulsação e entrega.”












Sobre a fotógrafa

Formada em Pedagogia pela UFRGS/RS e integrante do Fotoclube Porto-alegrense, Andréia Kris começou a fotografar em 2003, e grande parte do seu acervo inicial foi registrado em filme preto e branco. Após um longo período afastada, retornou à fotografia em 2022.
“Em cada imagem, busco expressar um fragmento da minha forma de ver o mundo. Por trás das lentes, procuro captar não apenas a cena, mas as sensações que dela emergem — os pensamentos e emoções que cada momento desperta em mim.”
Para conhecer mais sobre o trabalho de Andréia, acesse seu Instagram.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Resultado da Convocatória Portfólio em Resumo #6 “Nu & Sensualidade”

dezembro 10, 2025 | por Resumo Fotográfico


“Ballet”, de Léo Tafuri

O Resumo Fotográfico tem o prazer de anunciar os fotógrafos que foram selecionados através da Convocatória Portfólio em Resumo. Para essa edição adotamos como tema “Nu & Sensualidade”.

Andréia Kris - Porto Alegre, RS
Léo Tafuri - Belo Horizonte, MG
Natália Nunes - Belo Horizonte, MG

Os trabalhos selecionados serão publicados em nosso site, em português e em espanhol.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Exposição celebra 2.500 anos de Nápoles sob fogos, cores e luzes

dezembro 08, 2025 | por Resumo Fotográfico

A mostra encerra o calendário de exposições de 2025 no Polo ItaliaNoRio



A partir desta quinta-feira (11), o público poderá apreciar no Polo ItaliaNoRio 20 obras fotográficas de formato médio, além de um vídeo-documentário de 18 minutos, retratando um dos rituais coletivos mais emblemáticos e belos do Mediterrâneo: a noite de Réveillon em Nápoles. É quando o povo napolitano transforma, por algumas horas, o temor ancestral do vulcão Vesúvio em uma festa de luz feita de centenas de milhares de fogos de artifício - tradição também cultuada na cidade do Rio de Janeiro.

As obras não descrevem: evocam nuvens, criaturas e constelações que emergem da escuridão em uma explosão de formas e cores. A exposição no Rio celebra não apenas Nápoles, mas o diálogo entre duas cidades irmãs, unidas pela mesma linguagem de luz e festa.

O Réveillon de Copacabana dialoga perfeitamente com essas imagens. Assim como Nápoles, o Rio reconhece o poder simbólico dos fogos: o mar, a música, a multidão, a catarse da noite que se acende, invadida por promessas. Dois povos distantes que, nesta mesma noite, se mobilizam em torno do mesmo gesto e transformam o medo em beleza, a expectativa em esperança e a escuridão em luz.
“Os napolitanos exorcizam o temor pela erupção do vulcão, fazendo explodir em luzes e cores todo o golfo de Nápoles”, afirma Mario Amura. “Todo dia 31 de dezembro, subo o Monte Faito com uma equipe de amigos para observar esse rito coletivo. Lá do alto, a cidade se transforma em um horizonte invertido, em uma paisagem cósmica onde os fogos se tornam pinceladas de pura emoção”.


Nápoles completa 2.500 anos e se ilumina para se mostrar ao mundo

Nas fotografias de Amura, é subvertido o imaginário iconográfico do Vesúvio, símbolo eterno de Nápoles. Enquanto nas pinturas a guache e nas obras-primas de Turner, Marlow, Volaire e Warhol o vulcão é colorido pela lava que o cobre, em “Napoli Explosion”, o Vesúvio surge como uma sombra silenciosa, submersa pela explosão dos fogos nas celebrações de Ano Novo.

“’Napoli Explosion’ é uma exposição em que a fotografia, a pintura e a arte pirotécnica convergem em um único e extraordinário evento. É o presente de Ano Novo que Mario Amura oferece à cidade de Nápoles”, diz Sylvain Bellenger, ex-diretor do Museu e Real Bosco di Capodimonte.

“O aspecto de Napoli Explosion que mais impressiona é a sua ‘coralidade’”, observa o historiador de arte e professor Salvatore Settis, presidente do Comitê Científico do Louvre. “Durante a noite da virada do ano, a cidade de Nápoles vibra com milhares, dezenas de milhares, talvez centenas de milhares de pessoas que fazem explodir ou assistem à explosão desses fogos de artifício, sem saber que estão contribuindo para uma obra pictórica coletiva”.

Um relato de luz, uma festa universal

Amura captura o tempo da luz, que acaba por se tornar o gesto da pincelada. O efeito transformador da realidade posto em prática em Napoli Explosion prova que a fotografia possui uma zona imaginária própria, uma liberdade tão grande que nem mesmo o fotógrafo consegue controlá-la. Napoli Explosion é resultado de treze anos de trabalho: cada fotografia é uma estratificação de tempo e luz, uma pintura fotográfica que une a precisão do fotojornalismo à sensibilidade da pintura.



Sobre Mario Amura

Nascido em Nápoles, em 1973, sua formação começou no Centro Sperimentale di Cinematografia, onde frequentou as aulas do mestre Giuseppe Rotunno.

De 2000 a 2012, foi responsável pela direção de fotografia de várias obras cinematográficas apresentadas nos mais prestigiados festivais internacionais - Cannes, Berlim e Veneza. Em 2003, recebeu o Prêmio David di Donatello da Academia Italiana de Cinema pelo curta-metragem Racconto di Guerra, ambientado na Sarajevo sitiada de 1996.

Desde 2005, trabalha no projeto StopEmotion, com o qual inicia uma pesquisa fotográfica voltada para a fragmentação da linearidade do tempo cronológico em picos emocionais. O tempo, assim, se purifica, deixa de ser uma medida e se torna um objeto concreto cuja essência é a visibilidade das emoções. Com a técnica do StopEmotion, reuniu material fotográfico na Bósnia, Índia, China rural, Camboja, Sri Lanka, América Latina, Inglaterra e França. Seus projetos de fotojornalismo são marcados pela necessidade de amadurecimento ao longo de extensos períodos de tempo, permitindo que a experiência se deposite em cada imagem. Desde 2007, trabalha no projeto Fujenti, que se encontra em andamento.

Para saber mais sobre o artista, acesse seu site ou Instagram.

SERVIÇO
Exposição “Mario Amura: Napoli Explosion. Fogos, Cores, Luzes”
Data: de 11 de dezembro de 2025 a 7 de fevereiro de 2026
Horário: de segunda a sexta, de 8h às 17h; aos sábados, de 10h às 17h
Local: Polo Cultural ItaliaNoRio – Casa d’Italia – Av. Pres. Antônio Carlos, 40, Rio de Janeiro/RJ