quinta-feira, 13 de março de 2014

Entrevista: Lú Streithorst

A fotógrafa paulistana Lú Streithorst dedica seus flashes à cidade do Recife, onde trabalha atualmente. Sua paixão pela fotografia teve início quando surgiu a primeira oportunidade de contato com a atividade. Hoje imersa nesse universo, ela nos conta mais detalhes de sua trajetória.

1) Desde quando você está ligada à fotografia e como começou?

Desde a adolescência sou apaixonada por fotografia, mas não pensava que se tornaria minha profissão, até porque geralmente as pessoas não incentivam para que os filhos se tornem fotógrafos profissionais.

A minha experiência como fotógrafa começou a partir da primeira atividade, que era de produtora fotográfica de publicidade. Dai fui  tomando gosto por esta área, ganhei uma boa máquina, fiz um curso e abri meu estúdio fotográfico.

2) Então a partir daí já era sua forma de trabalho?

Como expliquei, primeiro nasceu a paixão, depois por trabalhar numa área onde o contato com fotografia era constante o desejo foi crescendo. Por conta de não achar importante que o trabalho deve ser escolhido apenas visando ganhar muito e, por sentir o quanto fotografar me estimulava, principalmente pelas múltiplas possibilidades que proporciona, eu mergulhei de cabeça nesta área.

3) O que você tenta buscar quando fotografa, há uma espécie de finalidade?

Quero passar para quem veja o meu trabalho a realidade do objeto em questão, tanto pessoas, como animais, coisas e fatos em si. Eu particularmente, busco a beleza e transmitir através das fotos alguma mensagem. Sim, também gosto de me sentir feliz com o meu trabalho.

4) Atualmente você trabalha na Prefeitura da Cidade do Recife, como é esse trabalho, há espaço para criar e buscar novos olhares neste ofício?

As pautas são as mais variadas possíveis. Posso num período curto ter que fotografar desde um simples recapeamento de ruas, como a construção de escolas, postos de saúde,  limpeza de rios, obras que beneficiem a população em geral, como também os moradores do Recife no seu cotidiano e em festas tipo o Carnaval, São João e etc.
Sim, há espaço para criar e buscar novos olhares na minha atividade. Posso citar como exemplos: fotos do rio Capibaribe mostrando a situação ruim, o trabalho de limpeza sendo feito pela Prefeitura, mas não dá para deixar de ver e fotografar palafitas, gaivotas, pescadores trabalhando e enfim, outro lado da realidade local, muitas vezes tão forte e bonito.

5) Qual é a melhor época de fotografar a cidade?

Como adoro fotografar eventos artísticos, gosto mais das festas. Amo o Carnaval num todo: os shows, as apresentações de blocos, maracatus, os foliões curtindo fantasiados ou não, enfim tudo. Também tem as festas Juninas, festivais e tantos outros eventos.

A volta do Maracatu - Lú Streithorst
6) Como você organiza seus arquivos fotográficos? Tem preocupação com isso?

Organizo meu material por pastas divididas por assuntos e datas. Creio que todo fotógrafo se preocupa em guardar da maneira mais pratica possível o fruto do seu trabalho, que são as fotografias.

7) O que a fotografia adicionou na sua vida pessoal?

Prazer em viver cada vez mais e trabalhar mais estimulada, já que faço o que mais gosto

8) Em relação a equipamentos, qual sua “máquina” preferida?

Nikon, com certeza. Ela tem sido minha companheira há pelo menos uns oito anos. Depois que a conheci percebi o quanto  é pratica, fácil de manusear, de encontrar acessórios e assim por enquanto estou satisfeita. No futuro quem sabe faço uma experiência com  equipamentos da Canon.

Vista do Recife pelo Rio Capibaribe - Lú Streithorst

Conheça mais o trabalho de Lú Streithorst, visite suas galeria no site  Olhares ou Flickr.

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