terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Um olhar sobre o dia a dia de um batalhão ucraniano


O oficial do exército ucraniano Volodymyr Trush investiga uma cratera deixada por um foguete Grad na Aldeia de Toshkvika, região de Luhansk, leste da Ucrânia, 15 de junho de 2015. Tush foi morto pela explosão de uma mina perto de Avdiivka, em 31 de outubro de 2015.

Estas são cenas que você raramente veria estampadas na primeira página de um jornal: um soldado estende-se preguiçosamente à sobra ao do tanque de artilharia; recrutas de camiseta apostam por cigarros; um homem lê um livro enquanto fica de guarda na artilharia, pronta para explodir no início de um combate. Para o fotojornalista Evgeniy Maloletka, as consequências da revolução Ucraniana repercutem bem perto de casa – A cidade de Berdyansk no sudeste da Ucrânia, mais precisamente. Assim como a zona de guerra se expande, aproximando-se de sua cidade natal, ele documenta não apenas as mudanças históricas que vão se desenrolando – ataques maciços de choque e protestos antigoverno que deixam os centros das cidades desgrenhados além de incontáveis mortos – mas também momentos de calma dos homens que voluntariamente envolvem-se nos conflitos.

“A cada mês, a guerra no leste leva nosso país para trás, trazendo tristeza para as famílias dos soldados e civis mortos, destruindo a economia e criando condições de injustiça social.” Diz Maloletka à Time. “Agora todo ucraniano tem um amigo, parente ou parente de amigo que lutou nas regiões de Donetsk e Luhansk. Meu objetivo como fotojornalista tem sido documentar este conflito.”

Maloletka tem registrado a revolução Ucraniana desde seu início em novembro de 2013. Após graduar-se no Instituto Politécnico de Kyiv em 2010 com uma graduação em eletrônica, ele iniciou sua carreira como fotógrafo pessoal para as agências de notícias locais como a UNIAN e a PHL. Foi atraído por grandes eventos como as eleições presidenciais na Bielorrússia em 2010 e o The Max Air Show em Moscou. Cobriu o festival de música eletrônica KaZantip na Criméia e na Geórgia, o Campeonato Europeu de Futebol de 2012, além de viagens para a Índia, Libéria, Costa do Marfim e Quênia. Mas continuava voltando-se para a situação em seu próprio país.

Sua série EuroMaidan capturou imagens de grandes protestos estudantis antigovernistas, tumultos na tão aclamada Revolução Euromaidam, além da violência na praça da Independência de Kiev. Enquanto cobria o conflito na Crimea, ele passava parte do seu tempo no leste da Ucrania trabalhando em pequenos projetos fotográficos e projetos de documentários de longa duração para a Associated Press, entre outras agências.

Sobre seu estilo fotográfico, Mololetka conta que está sempre experimentando. “Eu tento fotografar cada nova história com um estilo diferente”. “Fotografo utilizando sensores digitais, filme e frequentemente utilizo a câmera de meu telefone celular. Recentemente produzi uma história utilizando uma câmera Polaroid.”











Evgniy Maloletka é um fotógrafo de guerra baseado em Kiev, na Ucrânia

Fonte: Time

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