quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

MIS-SP reúne fotos feitas por pessoas com deficiência visual

Exposição “Cidade (in) acessível” apresenta imagens que fazem parte do projeto de extensão desenvolvido por alunos do Centro Universitário Senac

Josias Neto

O Centro Universitário Senac apresenta a exposição fotográfica “Cidade (in) acessível”, com dez imagens feitas por pessoas com deficiência visual, no Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. A mostra, que faz parte do projeto de extensão universitária Alfabetização Visual, começa hoje, Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, e prossegue até o dia 13 de janeiro de 2019. A entrada é gratuita.

O projeto teve início em março de 2008 e, desde então, contou com a participação de 80 alunos com deficiências visuais. Para esta exposição, dez desses estudantes do Senac produziram imagens sobre suas rotinas nas ruas da cidade de São Paulo, os difíceis acessos, a dificuldade com o transporte público e o cotidiano da pessoa com deficiência.

A mostra tem fotografias em 3D, legendas para baixa visão, e textos em braile para que todas as pessoas com deficiência visual possam perceber as imagens. As fotografias para videntes têm dimensões de 60 cm x 80 cm e para as pessoas com deficiência, 25 cm x 35 cm.

“O evento explora o papel que a fotografia pode desempenhar nas áreas de educação e inclusão social, além de reforçar a metodologia educacional diferenciada do Centro Universitário Senac”, explica João Kulcsár, professor do Bacharelado em Fotografia do Centro Universitário Senac Santo Amaro e idealizador o projeto.

Metodologia – O desenvolvimento do projeto Alfabetização Visual integra a proposta educacional do Centro Universitário Senac, que envolve os alunos em iniciativas sociais, práticas profissionais e técnicas inovadoras. O projeto, pioneiro no mundo, aproxima os alunos dos cursos Bacharelado em Fotografia, Audiovisual e Arquitetura e Urbanismo a pessoas com deficiência visual e possibilita que, no futuro, eles possam multiplicar os aprendizados em outras causas sociais.

Cada participante capta as imagens usando os outros quatro sentidos deles (audição, olfato, tato e fala). “Por exemplo, um dos alunos com deficiência ouve o som do local e recebe a descrição de um aluno vidente”, explica o professor do Bacharelado em Fotografia

Esses 80 participantes do projeto fotografam com vários objetivos, em especial para mostrar para os outros, guardar na memória, acabar com o preconceito e querer fazer tudo como todos fazem. “Ao apertarem o botão da câmera, com foco na acessibilidade, pessoas com deficiência visual propõem uma discussão além da técnica e estética fotográfica, transforma a imagem num ato político sobre a mobilidade urbana”, explica João Kúlcsar.

João Maia

SERVIÇO

Exposição “Cidade (in) acessível”
Abertura: 13 de dezembro, às 19h
Período: de 14 de dezembro de 2018 a 13 de janeiro de 2019
Horário: de terça a sábado de 10h às 20h de aos domingos e feriados de 9h às 18h
Local: Museu da Imagem e do Som (Foyer Térreo) – Av. Europa, 158, São Paulo/SP
Ingresso: gratuito

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