quinta-feira, 29 de março de 2012

Uma nova tendência na ergonomia das câmeras?

No final do ano passado, a Lytro anunciou uma câmera que permite o ajuste focal da imagem após a sua captura. Mas além dessa nova tecnologia, o aparelho chamou atenção também por seu design inovador. Sem muitos botões ou controles de qualquer recurso, a câmera apresentou uma nova maneira de segurar o equipamento fotográfico.

Em Fevereiro desse ano, o designer Jean Michel Bonnemoy apresentou o projeto de um novo conceito em câmera, a D-CAN, que como o próprio nome sugere (can significa lata em inglês) tem formato tubular e seria manuseada de forma similar a uma luneta.

  
Câmera Lytro (a esquerda) e a D-CAN apresentam novas formas de empunhar os equipamentos fotográficos.

Esses novos conceitos colocaram em xeque a ergonomia das câmeras atuais e gerou discussão entre os fotógrafos. Seria esse novo design uma tendência para as novas câmeras fotográficas?

Devemos lembrar que o formato das câmeras sempre foi definido especialmente pelo tamanho do suporte fotossensível, além de outros aspectos de reflexão da luz em seu interior. A partir do advento digital, o espaço utilizado para o filme deu lugar ao sensor, componentes eletrônicos e bateria, porém, tudo dentro do velho conceito ergonômico, adotado para abrigar os rolos de 35mm. Esse formato, no entanto, não é mais necessário, permitindo que as câmeras possam ser adequadas a uma nova ergonomia que priorize outros elementos.

Ainda em 1990 a Canon lançou a Photura (conhecida como Epoca na  Europa e Jet no Japão), uma câmera 35mm que também parecia uma lata, bastante similar a uma filmadora da época. Sua grande vantagem era a utilização com uma só mão.

Foto: George Eastman House / Reprodução

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4 comentários:

  1. Não gosto desse modismo não. Tem certas coisas que são perfeitas com são. Tipo o anzol. Ele foi feito torto e funciona perfeitamente.

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    1. Olá Rocha, entendo o seu ponto de vista, mas observe que as câmera fotográficas de hoje em dia são muito diferentes das antigas, por uma questão de evolução tecnológica. Seu design foi modificado constantemente para um melhor manuseio. Se a ideia do anzol fosse levada em consideração, ainda estaríamos fotografando com caixas enormes, pesadas e pouco práticas. O que quero dizer é que não se trata apenas de um modismo, mas uma possível mudança no conceito ergonômico dos equipamentos daqui pra frente, assim como já aconteceu em outros momentos da história.

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  2. Pelo menos para os punhos, a melhor posição é a neutra. O único que se aproxima disso é o conceito da foto 2 (tipo luneta). A foto 1 aparentemente seria ruim para manter estável e definitivamente terrível para o punho (hiperextensão).
    Com uma câmera semiprofissional e mais de 1000 cliques em poucos dias (ano passado durante uma viagem), cresceu um nódulo no meu pulso, resultado da hiperextensão do modelo tradicional (atual). Com o tempo e descanso o nódulo e a dor passaram, mas é complicada a situação dos equipamentos atuais.
    É preciso ressaltar que para que qualquer produto seja considerado ergonômico, deve ser feita uma avaliação (validação). Não basta por uma borrachinha na pega e só porque é macia dizer que é ergonômica. Existe muito estudo todo um conceito por trás da palavra "ergonômico".

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    1. Boa observação. Hoje em dia, quem faz cobertura de eventos e passa várias horas fotografando, sofre com o peso dos equipamentos devido a maneira de segurar.

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