segunda-feira, 24 de julho de 2017

Exposição no Rio discute papel da mulher na fotografia

Juliana Rocha

Está em cartaz no Ateliê Oriente, no Rio de Janeiro, a exposição fotográfica “Soror”, que faz parte da programação do festival FotoRio 2017. Com curadoria de Simone Rodrigues, a mostra reúne obras de Juliana Rocha e Silvana Andrade, que discutem o papel da mulher na fotografia.

As artistas trabalham pela desconstrução de alguns códigos sociais associados ao feminino, fazem pensar sobre suas representações culturais e simbólicas e usam a arte como agente de elaboração de possibilidades novas, alimentadas no seio do cada vez mais empoderado movimento feminista.

"A gente tem visto uma evolução enorme da forma como a mulher se percebe, dos espaços que as mulheres estão conquistando. Em algum momento esse espaço vai chegar também na nossa própria nudez", diz Juliana Rocha em entrevista ao RIOetc.

A exposição ficará em cartaz até 26 de agosto e no sábado, dia 12, Silvana Andrade fará uma performance na praça Luís de Camões, em frente ao Ateliê Oriente, intitulada “Mulher-Sanduíche”.

SERVIÇO

Exposição “Soror”
Data: até 26 de agosto de 2017
Horário: de segunda a sexta de 14h às 19h e aos sábados de 11h às 15h
Local: Ateliê Oriente - Rua do Russel, 300/401, Rio de Janeiro
Informações: (21) 3495-3800 | contato@atelieoriente.com

domingo, 23 de julho de 2017

Sesc São Caetano recebe a exposição 'Mulheres que Somos'


Segue em cartaz no Sesc São Caetano a exposição “Mulheres que Somos”, que apresenta o resultado dos encontros da oficina “Fotografia e Gênero: O que é ser mulher?”, realizada nos meses de maio e junho e conduzida pela fotógrafa, atriz e jornalista Tatit Brandão.

Além da prática fotográfica, a oficina contou com rodas de conversa sobre gênero, preconceito, imagem percebida do feminino, sobre tornar-se mulher e as referências individuais de mulheres, recebeu inscrição de apenas dois homens no meio de muitas mulheres.

As 10 mulheres que fazem pano de fundo nas fotografias que estão expostas são as que representam e inspiram muitas mulheres diariamente pela ousadia de suas artes, pela coragem de lutar por suas verdades e por terem se tornado as mulheres que são.

Entre as figuras femininas que estão sendo homenageadas, ao lado de Simone de Beauvoir, Nara Leão,Vivian Maier, Anita Garibaldi, entre outras, está Tânia Turcato, considerada a artista plástica mais colorida da cidade de São Caetano.

Em paralelo, foi criada uma galeria online, para que o material permaneça acessível mesmo depois que a exposição física for desmontada. Assinam como autores das fotografias expostas - Dani Dias, Dani Torres, Domiraldo Loni, Elaine Santos, Fernanda Ocanto, Francine Machado, Lu Albuquerque, Nanda Barcello, Nara Cuccurullo, Paulo Gimenez, Priscila Gallo e Priscila Fucunari.


SERVIÇO

Exposição fotográfica “Mulheres que Somos”
Data: até 31 de julho
Horário: de segunda a sexta-feira, de 9h às 21h30 e aos sábados de 9h às 17h30
Local: Sesc São Caetano - Rua Piauí, 554, bairro Santa Paula

sábado, 22 de julho de 2017

5 dicas para projetos fotográficos de longa duração

Fotos: Matt Black

Projetos de fotografia documental podem se desenvolver ao longo alguns dias ou estender-se por vários anos, e os esforços a longo prazo, embora sejam recompensadores nas histórias reveladas nos detalhes e em perspectivas mais abrangentes, requerem um nível diferente de comprometimento, planejamento além de uma abordagem estratégica para projetos mais curtos. A fim de ajudar os fotógrafos com comentários e dicas práticas sobre seus projetos mais longos, o fotógrafo da Magnun Matt Black palestrou recentemente em um workshop de práticas profissionais da Magnun, junto com vários outros profissionais da fotografia documental em São Francisco.

Black enfatizou a importância de se concluir um projeto de fotografia documental bem feito, dizendo que os fotógrafos tem o dever de se comprometer ao contar estas histórias importantes: “Como fotógrafo você tem obrigação moral de publicar seu trabalho e alcançar o maior número de pessoas.” Neste artigo, apresentamos cinco dicas aprendidas durante o evento para ajudar fotógrafos de todos os lugares com seus projetos longos, ilustrados pelo trabalho de Matt Black e vários outros participantes do workshop.

Tenha uma definição sobre a missão do seu projeto

Os projetos podem ser sobre tudo e qualquer coisa, mas o motivo para realizar um projeto específico a longo prazo tem que ser claro e você precisa comunicar por que você quer contar esta história, e principalmente por que ela deve ser contada neste momento. Em sua apresentação a diretora comercial da start-up de mídia View Find disse:

“Cada narrador deve refletir constantemente a respeito de por que ele é atraído para uma determinada história e/ou assunto. Além disso, é preciso estar ciente de como seu gênero, orientação sexual, sua cultura e seu nível de privilégio afetam a perspectiva através da qual se percebe o mundo. Por isso, sinto que é importante que os fotógrafos possam efetivamente (e de forma concisa) lançar seus projetos, incluindo o motivo da história e por que ela deve ser contada. Esta definição da “missão do projeto" é uma parte crítica do seu desenvolvimento e poderá proporcionar ao fotógrafo uma base sólida a partir da qual ele criará seu corpo de trabalho.”


Seja questionador

O fotógrafo Matt Black, transmitiu sua sabedoria ao trabalhar em projetos que estavm perto de seu coração e de sua casa, histórias como Terra Seca (Dry Land) e Os negros Okies (The Black Okies), fotografados por ele no Vale Central da Califórnia, além de seu projeto mais longo: A Geografia da Pobreza (The Geography of Poverty), que mapeia a pobreza na América contemporânea. Os meios de trabalho de Matt estão centrados em fazer perguntas como forma de chegar ao cerne de uma história, além disso, também é parte do trabalho se envolver com seus assuntos e entender os problemas que os afetam. A luta constante para dar sentido ao mundo o faz questionar: “Como pode ser assim?” E este questionamento o ajuda a estabelecer sua perspectiva única sobre as questões.


Seja um bom produtor

Ao realizar um projeto longo, os fotógrafos nunca devem superestimar a importância da pesquisa e produção adequadas. Shannon Simon, diretor de conteúdo e diretor das Américas da Magnun explica como a boa produção assegura o acesso e garante que a pesquisa esteja atualizada:

“Ter uma estrutura planejada ao invés de sair sem noção do que se está fazendo é inestimável. Se você é muito criativo, mas não pensa na logística, arranje um colega para ajudá-lo. Persistência é o que o levará ao lugar certo para realizar o que você quer fazer. E lembre-se de ser grato pelo acesso que você recebe, geralmente não há uma contrapartida para as pessoas que estão te ajudando.”


Colabore

Uma colaboração bem sucedida em um projeto de longo prazo foi o uníssono para o sucesso entre Matt Black e a diretora de fotografia da MSNBC, Amy Pereira, que apoiou o trabalho de Black: Geografia da Pobreza e o ajudou a elaborar o formato inovador de mapa digital em que foi apresentado. Shannon Simon disse: “Não subestime a importância das parcerias – trabalhando com visionários e campeões – para fazer brainstorm, construir relacionamentos e enviar seu material para o mundo.”

Seja um jornalista completo

Outras habilidades jornalísticas além da fotografia apenas, devem entrar no jogo para construir uma narrativa. “A interação entre o texto e as fotos e os vídeos ajudam a chegar à ideia principal e é muito útil ter estes múltiplos caminhos”, diz Matt Black. “Não somos fotógrafos – já não somos mais técnicos com uma câmera – mais que isso somos autores. Nosso papel é contar histórias, muito mais que apenas ilustrando, mas principalmente criando.


Fonte: Magnum Photos

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