terça-feira, 27 de junho de 2017

Retratos de um protesto: As mulheres de Standing Rock

Alessandra Sanguinetti fotografou as mulheres de diversas tribos que se juntaram em protesto contra o Dakota Access Pipeline, nos Estados Unidos

No final de 2016, manifestantes se opuseram à construção do Dakota Access Pipeline - um projeto de US$ 3,8 bilhões, que transportaria 570 mil barris de petróleo por dia em quatro estados, através de terras sagradas para a tribo Sioux de Standing Rock e por baixo do rio Missouri, que fornece água potável para 17 milhões de americanos.

Em uma reunião sem precedentes de muitos grupos diferentes, tribos de todos os Estados Unidos chegaram ao local para protestar contra a construção do oleoduto. Seus atos de resistência incluíam oração e ocupavam a terra. Alessandra Sanguinetti, fotógrafa da agência Magnum, registrou as mulheres protestantes dos grupos indígenas, que tradicionalmente são matriarcais, e se referem à Terra em termos femininos - "Terra da Avó".

Em dezembro de 2016, após meses de protesto, o governo dos Estados Unidos anunciou inicialmente que interromperia a construção do canal de acesso da Dakota do Norte devido a preocupações ambientais. Dois meses depois, sob ordens do recém-empossado presidente Trump, o Corpo de engenheiros do Exército anunciou que fechariam os campos de oração.








  



  


Fonte: Magnum Photos

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Por que o networking é o melhor amigo do fotógrafo

Em artigo para o site FStoppers, o fotógrafo Christopher Malcolm explica por que é fundamental para um fotógrafo profissional se dedicar a criar o seu networking.

Um pequeno aperto de mão pode levar um longo caminho.

Sou uma pessoa introvertida.

Talvez não ao ponto de um alto grau de evasão social, mas se houvesse um mundo onde eu pudesse realizar todos os meus sonhos sem ter que sair de casa ou do conforto de minhas calças de moletom e pantufas de coelho, iria para lá em minutos. Tudo bem, isso foi só uma brincadeira, não tenho pantufas de coelhinhos, na verdade são de girafa.

Não é que eu não goste de pessoas. Muito pelo contrário, na verdade. Acho as pessoas fascinantes. Tanto que escolhi viver fazendo imagens delas. Não é que eu tenha dificuldade para estabelecer uma conversa. Ser capaz de comunicar-se com seu assunto e registrá-lo é a habilidade mais importante que um fotógrafo de retratos precisa ter, muito além das técnicas de iluminação ou de alguma técnica de enquadramento em particular.

Na realidade, sem o meu conhecimento, meu comportamento aparentemente assume transformações num nível tipo o médico e o monstro. Descobri isso em um recente e longo trabalho para um projeto de livro que estou começando este ano. Sentado para um jantar pós projeto com o elenco e a equipe, o diretor de arte disse brincando, sem nenhum sinal de sarcasmo “ que coisa boa, não temos nenhum introvertido entre nós”. Em uma mesa cheia de grandes e eternos extrovertidos, eu aparentemente me encaixava com perfeição.

Então aparentemente a pessoa que sou no set é muito diferente do cara para o qual a ideia de uma ótima note de sexta pode ser descrita como “calma” ou “silenciosa”. Isto pode fazer sentido. Afinal minha arte é minha paixão e consequentemente o destinatário principal de meus recursos mentais e emocionais. Mas e longe do set? Bom, até meus amigos mais próximos tem que se esforçar para lembrar-se da última vez que fui estive em uma balada.

Ou ainda, agindo como um cara baladeiro em uma festa.

Falo sobre isso para não exaltar minha própria falta de domínio social, mas sim com o intuito de destacar por que às vezes, fazer uma carreira nas artes exige tanto trabalho longe da câmera quanto com a lente nas mãos.


Não é sobre o que você sabe, mas sobre quem você conhece.

Não tenho a menor ideia sobre quando ou de quem ouvi isso pela primeira vez, mas cara, essa pessoa estava muito certa. Enquanto esta frase cai fortemente na categoria “triste mais verdadeira”, é possível que nenhuma outra tão verdadeira tenha sido falada. Como crianças, somos educados para acreditar que se trabalharmos duro, conseguirmos boas notas, entrarmos nas escolas certas, estudarmos as principais tradições obteremos sucesso como resultado certo.

Então, quando adultos, somos confrontados com a dura realidade de ver aqueles com um conjunto relativamente menor de habilidades ou com definitivamente menores qualificações passando na nossa frente em nosso percurso profissional. De forma que nada nos resta a não ser tentar entender o por que. Eles possuem talentos escondidos que só você não consegue ver, mas que os qualificam para o trabalho? Há algo que você não percebeu? Talvez apenas você não seja tão bom quanto pensa?

Estas questões tem respostas potencialmente complicadas. E assim como é improvável que você obtenha o tanquinho perfeito queixando-se daqueles que tem um, ninguém se tornará um fotógrafo talentoso por passar dias e noites comparando-se ao sucesso de outras pessoas.

Assim como no caso do tanquinho, a única opção razoável é começar a trabalhar.


Então, como você poderia superar as injustiças de um campo de trabalho onde seus contatos ou a falta deles é muito mais valorizada que suas habilidades?

Bom, você precisa fazer mais conexões. E é muito difícil para alguém como eu para quem sair da casinha é a opção mais difícil, mas a verdade é que sair da zona de conforto é absolutamente crucial para a minha carreira. E a não ser que você more no lobby de uma grande agência é altamente improvável que você encontre modelos, estilistas, editores, designers ou qualquer outra pessoa que possa te contratar sentado no sofá de casa.

Você pode não gostar da música na festa, mas o mesmo comprador de arte para quem você tem enviado peças promocionais nos últimos três anos, ou aquela pessoa que você conheceu em uma leitura de portfólio há alguns meses gostam. E esta é a sua e a minha chance de conhecer estas pessoas pessoalmente.

Não nas mídias sociais. Nada de "likes" ou "emojis". Apertos de mão de verdade. Pessoas contratam pessoas, não portfólios. Então esta é a chance de fazer uma impressão importante.

Você já deve ter ouvido a história da fotógrafa renomada que teve sua oportunidade quando ela encontrou um cara em uma festa que acabou por nomeá-la chefe de uma grande empresa? Então, como você espera que esta pessoa seja você se em primeiro lugar, você não está na festa? Ou no churrasco, na palestra, na abertura de exposição ou qualquer outro evento que esteja acontecendo em sua cidade e que você possa participar.

Não acontece nada em sua cidade? Pegue um avião. Está sem dinheiro? Pegue um ônibus. Se você quer avançar no mundo, você precisa se forçar. A mesma energia que você coloca para dominar a lei do inverso do quadrado, você precisa trazer para dominar a arte jogar conversa fora no elevador.

Mesmo sendo uma pessoa introvertida como eu.

Mesmo para pessoas que como eu acham que se misturar em uma sala cheia de pessoas pode ser tão desafiador quanto subir o Monte Everest.

Mesmo para pessoas como eu que acham difícil socializar e preferem passar as noites em um quarto escuro assistindo Casablanca pela terceira vez ao invés de conversar à respeito de qual estrela de reality show da TV é a mais irritante.

A verdade é que para que você seja beneficiário da boa sorte, você precisa se colocar em um lugar onde você pode ser sortudo. Você precisa se abrir ao mundo e permitir que a sorte o encontre. E ainda que você, como eu, no último final de semana acabe em um evento em uma mega casa noturna no lugar do evento de networking super calmo que vocês desejava, você deve saber que algumas vezes é preciso amarrar os sapatos e se colocar para dançar.

Quanto mais pessoas você conhece, mais pessoas conhecem você. Quanto mais pessoas conhecem você, mais provável que indiquem seu nome para outras pessoas. Quanto mais indicam, mais provável que seu nome chegue aos ouvidos da pessoa que poderá levar sua carreira ao próximo nível.

Mas em primeiro lugar, você tem que sair do sofá.


Christopher Malcolm é fotógrafo de estilo de vida, fitness e publicidade em Los Angeles para clientes como Nike, lululemon, Nordstrom e Penguin Random House. Para conhecer mais sobre o seu trabalho, acesse: www.christophermalcolmphotography.com.

Fonte: Fstoppers

domingo, 25 de junho de 2017

Fotolivro celebra a modelo Guinevere van Seenus

O fotógrafo Drew Jarrett troca a moda pela natureza em um livro dedicado à beleza intransigente da musa norte-americana

Neste mês, o fotógrafo Drew Jarrett lançou em Nova York um fotolivro celebrando a modelo icônica Guinevere van Seenus. Publicado pela IDEA, o livro tem projeto gráfico de Dean Langley.

Guinevere começou a modelar ainda adolescente, mas rapidamente ganhou fama depois de trabalhar com o lendário Mario Testino, em 1995. Um ano depois, ela conseguiu sua primeira capa na revista W. Ao longo de duas décadas de carreira, Guinevere agraciou as passarelas de marcas como Prada, Chanel, Versace , para citar alguns, sendo fotografada por profissionais como Patrick Demarchelier, Paolo Roversi, entre muitos outros.

Nas páginas do livro "Guinevere" a modelo de 39 anos retorna em momentos que raramente vemos - evitando as luzes da moda em estúdios, trocadas pela luz do sol e lagos, em uma exibição intransigente de beleza inabalável. "Guinevere, como todos sabemos, tem sido uma musa para muitos. Ela é sempre incrível para colaborar, e está mais bonita do que nunca como mulher e não uma garotinha. Ela leva seu trabalho a sério e se entrega completamente", explica o fotógrafo.

Jarrett conta que as fotos foram feitas no interior do estado de Nova York, na casa de um amigo que ele costuma frequentar, onde ele encontrou lugares interessantes para fotografar, em torno dos bosques e dos lagos. "Tecnicamente, mantive as imagens simples e honestas. Eu sempre sou influenciado por encontrar a luz, as cores e os sentimentos adequados, combinados aqui com a captura de poses em momentos especiais, mantendo-os crus e reais".









Veja mais fotos.

Fonte: Dazed

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