quinta-feira, 27 de abril de 2017

10 dicas para melhorar suas fotos em movimento

O fotógrafo esportivo Dave Black publicou no site da Nikon um artigo em que apresenta 10 dicas para tirar melhores fotografias em movimento.
Dave Black


Escolhendo a Velocidade do Obturador

A primeira coisa que os estudantes em workshops perguntam a Dave é qual velocidade do obturador usar para fazer tirar fotos em movimento. "Isso depende com que rapidez seu assunto se move," ele responde, "e quanto movimento ou velocidade você quer que ele aparente ter." Primeiro, perceba que fotos em movimento com um assunto aplicam-se mesmo quando o resultado desejado é um assunto congelado no meio do movimento. "Quando você tem um assunto passando rapidamente pelo quadro, não pode se manter estático e esperar captá-lo e congelá-lo," diz Dave. "Mova-se com ele e pare seu movimento com uma velocidade do obturador rápida." Reduza essa velocidade do obturador e seu movimento não será parado, é evidente. Mas o quão lento significa "reduza"? Algumas instruções recomendam começar a 1/30 ou 1/20 segundos e mover-se acima ou abaixo a partir desse ponto. As fotos de Dave aqui exibem essas velocidades, bem como 1/15, 1/6 e 1/4 segundos. Como você deve ter imaginado, a experimentação e experiência têm muito a ver com suas escolhas de velocidade do obturador, e não há substituto para tirar muitas fotos para construir um banco de dados na memória sobre o que funciona melhor em vários contextos. "Minha experiência me permite mergulhar na velocidade do obturador, ir mais baixo do que muitas pessoas conseguem," diz Dave. Independentemente da velocidade do obturador escolhida, guarde esta dica: "Comece a se mover com seu assunto antes de pressionar o obturador, e continue a mover-se com ele após pressioná-lo. Você deve segui-lo, exatamente como faria com uma tacada de golfe."

Manter Algo Nítido

"Você se esforça por ter algo nítido na imagem," afirma Dave. "Uma foto com a imagem borrada incomoda as pessoas; algo precisa estar nítido para manter os olhos delas na imagem." Se estiver fotografando, digamos, corredores, mover-se com eles e fotografar a 1/1000 segundos irá congelá-los. Escolha 1/125 segundos, e foque em um corredor, e seu rosto provavelmente estará bem nítido, mas seus braços e pernas serão um movimento desfocado, como o plano de fundo. "Caso consiga dois ou três elementos nítidos, há chances de que você tenha a imagem ideal," afirma Dave.

Usando o Flash

Para garantir que algo estará nítido, use o flash e defina seu Speedlight para sincronismo de cortina traseira, uma técnica em que o flash dispara no final da exposição. Quando se combina o sincronismo de cortina traseira com baixas velocidades de obturador, um efeito de desfoque resultante da luz ambiente do cenário combinado com o flash apresenta padrões de fluxo de luz seguindo o assunto móvel; o movimento do assunto será congelado no final do fluxo de luz. Dave usou o sincronismo de cortina traseira para todas as fotos com flash vistas aqui. Ele também usou três ou quatro Speedlights Nikon para cada imagem com flash, mas é importante notar que, em todos os casos, somente um era necessário. Por ter múltiplas unidades em um softbox já definidos para outras aplicações, foi muito mais fácil simplesmente reduzir a saída de potência de cada Speedlight em vez de remover unidades do softbox. "Em todos os casos onde o flash foi usado, um Speedlight teria realizado bem o trabalho," afirma Dave. Uma nota final sobre o flash: Dave define seus Speedlights para a operação manual e controla sua saída aumentando ou reduzindo sua potência.

Dave Black


Escolhendo um Foco

"Eu digo às pessoas para usar qualquer método ou modo de foco automático com o qual se sintam confortáveis," diz Dave. "Quando meu assunto possui uma linha consistente de movimento por uma área específica, eu às vezes usarei o que os fotógrafos de esportes chamam de “foco por zona”, que é um velho termo da fotografia que significa simplesmente que o fotógrafo irá pré-focar em uma área específica, travar o foco naquela área e então pressionar o obturador quando o assunto chegar à área."

Para esta técnica, Dave utiliza o botão AF-ON na parte traseira de sua DSLR Nikon. Ele pressiona o botão, obtém o foco e então trava o foco ao retirar o polegar do botão. "Esta técnica me permite, como composição, posicionar o assunto em qualquer lugar no quadro," ele diz. E com f/stops de abertura pequena, ele consegue alguma segurança na profundidade de campo. "Com meu foco travado, só preciso me concentrar em manter o nível a firmeza e me mover suavemente com o assunto." Para assuntos movendo-se de modo imprevisível, ele irá escolher rastreá-los usando o AF-C, o servo contínuo de foco automático. Finalmente, sua escolha de foco tem um efeito em sua velocidade de captura de quadro. "Usando o foco por zona normalmente irei fotografar dois quadros enquanto meu assunto passa pela zona. Se estou usando foco contínuo, posso fotografar um contínuo de cinco quadros."

Em Mãos ou Montada no Tripé?

Se seu assunto está em um plano previsível, "quase perfeito", um tripé é provavelmente uma boa ideia, e Dave usa um Wimberley que já tem mais de 30 anos. No entanto, devido aos eventos de esportes e ação geralmente serem imprevisíveis, ele diz que em mãos é "muito bom para as pessoas aprenderem." Ele sugere uma postura sólida, com os cotovelos e braços para dentro, joelhos flexionados e um leve giro do corpo para seguir o assunto. "Não é um pivô na cintura, mas você pode experimentar dessa forma, ou de qualquer outra desejada. A maioria dos casos envolvendo a técnica de fotos em movimento é uma questão de o que funciona para você, e quanto mais você tenta, mais irá se descobrir."

A Questão da Distância...

Quanto mais distante de você estiver o assunto, mais lento irá parecer e mais fácil será acompanhar durante a foto. Mas quanto mais perto do plano de fundo, mais fortes a impressão e sensação visual de velocidade. Esses cálculos de distância também irão afetar sua escolha de lente. "Se você tentar acompanhar um corredor a partir de um ponto próximo à pista com uma lente de 50 mm será complicado," diz Dave. "É melhor se distanciar bem mais, até mesmo chegando à altura da arquibancada e usar uma lente 70-200mm. Desse modo, o movimento do corredor parecerá mais lento, facilitando a fotografia."

Dave Black

...e o Plano de Fundo

"A ideia usual de precisar de um plano de fundo limpo quando se está cobrindo esportes de ação não se aplica para as fotos em movimento. Não importa se há muitas coisas no fundo, pois estarão em movimento. E quanto mais coisas, mais movimento."

O Benefício do VR

"O recurso VR (Redução de Vibração) em várias lentes NIKKOR torna a técnica para tirar fotos em movimento muito mais consistente e muito mais fácil de ser executada," diz Dave, "e sua porcentagem de boas imagens aumenta consideravelmente quando se usa o recurso." A função VR oferece duas opções de ajuste: Normal (normal) e Ativo (active). Dave usa Normal para a maioria dos casos de fotos em movimento. O VR Ativo é recomendado quando um fotógrafo está fotografando a partir de um veículo em movimento, um barco, ônibus, helicóptero, mas Dave normalmente usa o modo Ativo quando está fotografando cavalos. "Embora eu esteja parado em pé, o cavalo e o cavaleiro estão meio que se movendo para cima e para baixo enquanto galopam. Há uma mudança vertical no plano do assunto, e eu acho que em casos como esse o VR Ativo funciona melhor para mim. Eu diria que se há muitas partes móveis no assunto, como um carrossel, tente o Ativo, mas com um motociclista, um corredor, um carro de corrida, o Normal é o melhor."

Pratique...

"É sempre melhor praticar estas técnicas e escolhas: velocidade do obturador, tripé versus em mãos, VR Normal e Ativo", afirma Dave. "Eu começaria com algo bem lento e administrável. Pode ser uma boa ideia tirar fotos em movimento com alguns carros na rodovia, ou fotografar alguns eventos de atletismo; até mesmo pedir para que alguém corra ou ande de bicicleta para você 20 vezes na rua para que você comece a se sentir confortável."
...e Persevere

Não se surpreenda se tirar dez, 20 ou 30 fotos para obter um resultado satisfatório. Mesmo com toda sua experiência, Dave não teve êxito em nenhuma das fotos aqui mostradas na primeira tentativa. Um dos motociclistas trafegou pela cena dez vezes, um dos cowboys, 20 vezes. "Encontre uma oportunidade onde você possa fazer muitas repetições, como numa corrida de bicicletas," recomenda Dave. "Eles correrão pela pista por uma hora, o que significa muito tempo para praticar e aperfeiçoar sua técnica. É assim que se aprende quais velocidades do obturador funcionam para quais efeitos. Uma panorâmica com velocidade de obturação lenta com ação pode ser uma das imagens mais difíceis de fazer. Não desista."

Para conhecer mais sobre o trabalho de Dave, acesse: www.daveblackphotography.com.

via Nikon

Exposição em Nova York celebra o centenário de Irving Penn

Museu Metropolitano de Arte reúne cerca de 200 obras do fotógrafo


Em celebração ao centenário do nascimento de Irving Penn (1917–2009), cerca de 200 obras do fotógrafo estão sendo exibidas no Museu Metropolitano de Arte de Nova York.

Ao longo de sua quase 70 anos de carreira, Irving Penn dominou uma estética simples de fotografia de estúdio que se distingue pela atenção meticulosa à composição, nuances, detalhes e impressão. A mostra Irving Penn: Centennial é a mais abrangente exibição do trabalho deste grande fotógrafo até hoje e inclui obras mundialmente famosas e também desconhecidas das suas principais séries.

O icônico criador de imagens transformou sua lente exigente em temas abrangentes ao longo de sua trajetória. Penn estava tão interessado em fotografar pontas de cigarro quanto a forma humana nua ou os gostos de Marlene Dietrich e Truman Capote. Ele passou de atribuição para atribuição com precisão acadêmica, trazendo uma compreensão crítica de processo e direção, articulados com uma abordagem escultural para a iluminação.

O resultado foi um arquivo mundano de identidade cultural e atitudes contemporâneas - e artefatos no caso de sua obsessão com o still - imbuídos de um senso de apreciação dissecante para o que estava diante de sua câmera. Por ser um dos fotógrafos mais importantes de seu tempo e até hoje, Irving Penn permaneceu livre do ego e, ironicamente, até esse ponto, é dito que ele provavelmente não teria assistido a uma exposição honrando seu trabalho.

A mostra foi inaugurada na última segunda-feira (24) e fica em cartaz no Museu Metropolitano de Arte de Nova York até 30 de julho de 2017.














Exposição "Irving Penn: Centennial"
Data: até 24 de julho de 2017
Local: The Metropolitan Museum of Art - Nova York

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Fotógrafo aplica golpe em noivas no dia do casamento

A denúncia é de 20 noivas de BH e Região Metropolitana. O fotógrafo André Martins pegou o dinheiro adiantado e sumiu no dia do casamento

Vinte noivas de Belo Horizonte e Região Metropolitana correm atrás de um prejuízo em parte irreparável. A maioria delas não pôde registrar em fotos e vídeo a cerimônia de casamento porque o fotógrafo simplesmente sumiu. Apesar da frustração, elas não abrem não do ressarcimento. Todas, sem exceção, ou adiantaram parte do serviço contratado ou pagaram à vista.
Uma das noivas relata o prejuízo que sofreu (Facebook)
A também fotógrafa Carolina Cristina Pereira de Oliveira, 24 anos, é um dos exemplo que foi passada pra trás. Ela conta que dos R$ 1.100 cobrados pelo colega André Martins, ela adiantou R$ 600.

"Parei de pagar as demais parcelas combinadas, quando percebi que ele não respondia às minhas ligações nem os contatos que tentei fazer com ele pelo Facebook", relata Carolina, que chegou a acompanhar André em alguns trabalhos feitos por ele. "Fui para aprender", justifica, acrescentando que, pelo resultado que viu, ela o tinha como "alguém de confiança".

Carolina também contou à reportagem do Estado de Minas que ficou sabendo que não era a única que tinha levado o calote _ ela se casou em dezembro do ano passado, mas teve tempo de contratar um fotógrafo substituto-, ao revelar a sua decepção em sua timeline do Facebook.

Dsde então, começou a ser adicionada por outras noivas lesadas. "Teve noiva que levou calote de R$ 3.200, porque pagou à vista", lamenta Carolina.

A partir do Facebook, as noivas reunidas resolveram criar um grupo no WhatsApp para facilitar a comunicação entre elas. Desse contato, nasceu a decisão de acionar, este mês, o fotógrafo judicialmente.

"Mas tá difícil, no endereço que ele deu no contrato assinado para a prestação do serviço (uma casa em Contagem) informam que ele não mora lá. Então, fica difícil de ele ser notificado", reclama.

André também não atende às ligações. O perfil dele no Facebook foi apagado. Carolina diz que ao menos resta uma esperança: de que o esforço que ela e outras noivas estão fazendo para denunciá-lo poderá servir para evitar prejuízos futuros a outras noivas.

do Estado de Minas

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