quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

As câmeras artesanais dos irmãos Halilovič


Em meio à era digital, câmeras artesanais que usam filme vêm ganhando cada vez mais espaço. Fabricada em uma oficina no lado ensolarado dos Alpes na Eslovênia, a ONDU é uma delas. Inicialmente lançada na plataforma de financiamento Kickstarter em 2013, a marca de câmeras artesanais criada pelos irmãos Elvis e Benis Halilovič retornou com uma câmera pinhole ainda mais durável em 2015, após o grande sucesso obtido na primeira versão.

A nova versão da câmera, ONDU Mark II, foi feita com madeira nogueira e madeira de bordo para criar um design mais escuro que durará sem colecionar manchas ou arranhões. A câmera também possui juntas de madeira melhoradas, 14 ímãs para sustentar melhor a placa traseira no lugar, linhas de campo de visões gravadas a laser na parte superior da câmera, uma lâmpada de nivelamento para panoramas, um pino de parada para estabilizar o obturador para exposições mais claras e um indicador de direção do enrolamento do filme.

O ONDU Mk II vem em uma variedade de tamanhos e distâncias focais, incluindo filme de 35mm, 120mm, 4x5, 5x7 e até 8x10.  Todas as câmeras são revestidas com óleos naturais e cera de abelha para proteção extra, além de possuir também uma mala de transporte. Os produtos, que são feitos à mão, apresentam um tipo especial de sensação. Combinados com materiais naturais, é fácil de sentir todo a atenção e o trabalho investido em cada uma das câmeras fabricadas.

"O foco é no design, facilidade de uso, sustentabilidade e artesanato de alta qualidade em cada etapa do processo. Nossos produtos são feitos usando técnicas de fabricação tradicionais e modernas, com a maioria dos trabalhos ainda realizados por artesãos especializados. O produto final é um ponto culminante de anos de experiência garantindo qualidade geral. Terminamos cada produto à mão todos os detalhes, e nos orgulhamos do que fazemos."









terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CCBB Rio promove encontro com Raymond Depardon

Raymond Depardon por Stephan Vanfleteren

Nesta semana, o CCBB Rio recebe o consagrado diretor e fotógrafo Raymond Depardon em dois encontros com o público carioca. Será uma oportunidade de ouvir o artista francês falar sobre a exposição de fotografias “Un moment si doux”, que reúne 175 fotos tiradas pelo artista em diversos países da Europa, África e América latina.

Já na mostra "Depardon Cinema" teremos dois debates com o diretor. Nesta quarta-feira, dia 17, Depardon conversa sobre o seu mais recente trabalho "12 Dias" (exibido no Festival de Cannes de 2017). Já na sexta-feira, dia 19, o bate-papo será após a exibição do filme "Presos em Flagrante", e contará com a presença da diretora brasileira Maria Augusta Ramos.

SERVIÇO

Raymond Depardon no CCBB Rio
Data: 17 e 19 de janeiro de 2018
Horário: de 18h às 21h
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fotógrafo cria montagens com fotos e pinturas famosas


O fotógrafo brasileiro Rafa Pires atua em processos de construção de imagens desde muito cedo, trabalhando com o Photoshop desde a versão 5.0 e atuando como diretor de arte em agências. Por gostar de produções mais elaboradas, Rafa desenvolveu uma série de imagens chamada "Entre o (ir)real e o (quase)imaginário", onde ele utiliza pinturas e fotografias famosas, criando a partir delas uma nova imagem.

Em entrevista ao Portal Photos, o fotógrafo contou que sempre educou seu olhar para perceber sutilezas. Durante a realização de seu projeto, Rafa notou que a foto da Menina Afegã e a Mona Lisa possuíam a mesma iluminação e que a composição do Steve McCurry também dá o mesmo efeito de que estamos sendo seguidos pelos olhos da protagonista. Para a sua surpresa, não foi só a luz se encaixou, mas também toda a anatomia e as proporções presentes na imagem. Surgiu então, a partir desse resultado, a primeira imagem da série.


Para a criação da série, a maior fonte de ideias e repertório de imagens foram suas aulas na faculdade. Seus professores sempre incentivaram muito a pesquisa e o "consumo" de imagens. Rafa sobrepôs as fotos digitalmente para determinar o tamanho e a proporção em que deviam ser impressas. Depois disso, todo o processo foi manual: a impressão foi feita em papel sulfite em tamanho A4, para que as fibras do papel ficassem evidentes quando rasgadas, e então foram fotografadas com uma lente 50 mm ou 100 mm aproveitando ao máximo o espaço do sensor da câmera. Também foi escolhido cuidadosamente o substrato para impressão das imagens prontas, utilizando a impressão em canvas, para que as montagens ficassem mais semelhantes à pinturas.

O foco principal do trabalho todo é mostrar para as pessoas que depois que entregamos uma foto ao mundo, não temos mais o controle sobre ela. Cada um a interpreta segundo suas pré-concepções e sua bagagem cultural.
"Escolhi cuidadosamente as fotos e pinturas mais conhecidas, além de tentar mostrar aos outros essa minha visão meio maluca das coisas. Eu acabei me apaixonando pela história de cada foto e gostaria que esse trabalho instigasse as pessoas a pesquisar sobre cada uma delas. Toda grande foto possui uma grande história, não é a imagem em si que importa, mas todo o entorno, todo o contexto social e histórico. Sei que algumas pessoas vão consumir essas imagens apenas esteticamente, mas, também tenho certeza de que alguns vão interpretá-las de forma mais profunda, pois conhecem a história por trás de cada uma das fotos."





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